A guerra comercial entre EUA e China ganha um novo capítulo, e a "taxa das blusinhas" brasileira parece ter inspirado o governo de Joe Biden. A Casa Branca propôs um aumento de impostos sobre produtos chineses importados pelos americanos, que poderão ficar até 20% mais caros.
A medida visa combater a competição desleal de empresas chinesas, como Alibaba, Shein e Temu, que oferecem produtos a preços mais baixos que as empresas americanas. O governo Biden argumenta que a inundação do mercado americano com produtos chineses baratos está prejudicando o comércio interno e a indústria local.
O projeto de lei propõe o fim de uma lei de 1930 que isentava os consumidores finais do pagamento de impostos sobre produtos importados com valor inferior a US$ 800. A medida é equivalente à "taxa das blusinhas" implantada no Brasil, que cobrou uma tarifa de 20% sobre compras de até US$ 50 vindas do exterior.
A Shein, a maior plataforma de e-commerce chinesa nos EUA, teve uma receita global de US$ 32,5 bilhões no ano passado. Cerca de 18 milhões de seus 88 milhões de clientes ativos são americanos. O impacto do aumento de impostos sobre os produtos chineses ainda é incerto, mas é provável que ele afete o consumo e os preços no mercado americano.
A medida do governo Biden revela a intensificação da guerra comercial entre EUA e China e demonstra a dificuldade de encontrar um equilíbrio entre a competitividade e o protecionismo comercial. A "taxa das blusinhas" americana pode impactar o consumo e os preços no mercado americano, e pode levar a uma retaliação da China, intensificando a guerra comercial entre as duas potências.
O futuro das relações comerciais entre EUA e China é incerto. É essencial que os dois países busquem soluções pacíficas para resolver as disputas comerciais e para construir um mundo mais justo e equilibrado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário