A reforma tributária, aprovada em 2023 após três décadas de tentativas, está presa em um labirinto de emendas no Senado e corre o risco de se transformar em um monstro de cabeça dupla: um "jabuti" que engloba interesses estranhos e ameaça o objetivo original de simplificar e modernizar o sistema tributário brasileiro.
A intenção inicial era definir as taxas dos impostos pagos pelos brasileiros, mas o Senado está cheio de "jabutis", emendas que não têm nada a ver com o tema principal da proposta e que buscam aprovar ideias sem debate ou transparência.
A maioria das emendas trata de pedidos de isenção de impostos para diversos setores, desde produtos da cesta básica e medicamentos até explosivos militares, esterco animal e remédios para disfunção erétil. A criação de isenções gera um efeito cascata, aumentando indiretamente a carga tributária de outras áreas e ameaçando transformar o Brasil no país com o maior imposto agregado do mundo.
A situação revela a falta de compromisso do Congresso com a reforma tributária e com o bem comum dos brasileiros. A prioridade dos parlamentares parece ser a defesa de interesses próprios e não a construção de um sistema tributário justo e eficiente para o país.
A sociedade brasileira precisa acompanhar de perto a tramitação da reforma tributária no Senado e que exija transparência e responsabilidade dos parlamentares na discussão das emendas. A reforma tributária é uma oportunidade única para simplificar o sistema tributário brasileiro e para tornar o país mais competitivo no mercado global. A reforma não deve ser desvirtuada por interesses estranhos e que os parlamentares priorizem o bem comum dos brasileiros.
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